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Quick Dev: Melhorando a performance de aplicações ASP .NET

Olá pessoal!

Quem nunca se incomodou com o tempo levado para a recompilação de aplicações ASP .NET já publicadas? Pois é, cada vez que um arquivo “top-level” é alterado em sua aplicação ASP .NET, por padrão, toda a compilação do site feita no seu primeiro acesso é invalidada, causando uma recompilação no próximo acesso. São considerados arquivos “top-level” os arquivos global.asax e todos os arquivos da pasta bin e app_code. Isso pode se tornar um problema para grandes aplicações, pois, o tempo de recompilação pode se estender além do desejável, podendo chegar a mais de dez minutos, dependendo do tamanho da aplicação, conforme registrado na documentação da Microsoft (veja o link no final deste post).

Para contornar este problema, a Microsoft incluiu um recurso no .NET que nos permite habilitar o que é chamado de compilação otimizada. Esta compilação é um pouco mais inteligente do que a padrão, de forma que, ao invés de recompilar o site inteiro quando um arquivo top-level é alterado, apenas os arquivos afetados pela sua alteração são recompilados, diminuindo o tempo total da recompilação e por consequência, o tempo de espera do primeiro acesso após a modificação.

Para ativar a compilação otimizada, basta incluir a configuração a seguir dentro do elemento system.web do arquivo web.config da sua aplicação. O recurso já está disponível no Windows 7, Windows Server 2008 Service Pack 2 e Windows Server 2008 R2. Para o Windows Vista Service Pack 1 e Windows Vista Service Pack 2, é necessário instalar o seguinte hot-fix: http://code.msdn.microsoft.com/KB967535.

<compilation optimizeCompilations="true" />

Problema resolvido? Não totalmente. Com este recurso habilitado, é preciso ficar muito atento aos tipos de alteração que são feitas na aplicação. Isso porque, se apenas os arquivos afetados diretamente pela modificação são recompilados, podem ocorrer erros quando um arquivo da versão antiga precisar acessar algum recurso não mais compatível na versão nova. Por exemplo, imagine uma página que acessa um método de uma determinada classe, que teve sua assinatura alterada na modificação realizada. A classe publicada é recompilada, porém, a página não, o que causa um erro quando da sua execução.

Para mais detalhes sobre o assunto veja a documentação completa a respeito no artigo: Understanding ASP.NET Dynamic Compilation. Não deixe de considerar também a opção de utilização da pré-compilação: ASP.NET Precompilation Overview.

Quick Dev: Behind LINQ to SQL

Olá pessoal!

Você que já utiliza o LINQ to SQL já deve ter tido a curiosidade de saber como as suas consultas LINQ são transformadas em comandos SQL e principalmente, qual a estrutura destes comandos SQL. Como o LINQ to SQL gera um comando SQL para atualizar apenas um registro em uma tabela? Ele utiliza sua chave primária na clausula WHERE? Acredito que estas sejam questões muito importantes para nos embasarmos quando tivermos que decidir pela sua utilização ou estabelecermos os cenários em que podemos aplicá-lo. No artigo anterior dei um overview sobre o LINQ. Neste artigo conceituo o provider LINQ to SQL e demonstro como suas consultas LINQ são transformadas em comandos SQL. Na imagem a seguir temos a tela da aplicação Windows Forms que será utilizada como exemplo. Nesta aplicação estou utilizando a tabela Customers da base de Northwind, disponível para download no site da Microsoft.

Aplicação de exemplo LINQ to SQL

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Quick Dev: LINQ Overview

Olá pessoal!   

Neste artigo temos uma visão geral sobre o LINQ, passando pela sua definição, pelos tipos de dados que o suportam, pelos LINQ Providers e pelos estágios da execução de uma consulta LINQ. Por fim, listo também alguns exemplos de consultas com LINQ em diferentes fontes de dados.

Definição

O LINQ (Language Integrated Query) já não é mais novidade, estando disponível desde a versão 3.5 do .NET Framework. Ele veio com o objetivo de adicionar capacidade de pesquisa nativa às linguagens .NET. Com ele podemos pesquisar, filtrar e navegar facilmente sobre coleções de dados, documentos XML, Datasets e até mesmo dados em base de dados SQL Server. Um dos pontos mais interessantes do LINQ é o fato de possibilitar a realização de consultas em todas estas diferentes fontes dados utilizando-se de uma sintaxe padrão. Veja abaixo um exemplo de como seria a recuperação de todos os botões de um determinado formulário (aplicação Windows Forms) através do LINQ e a exibição dos seus nomes em ordem alfabética em um controle ListBox.

        'Esta é a consulta LINQ. Note que a fonte de dados é a coleção de controles do
        'formulário corrente (Me.Controls) e que estou filtrando a consulta para obter
        'apenas os controles do tipo Button. Também estou ordenando a consulta por ordem
        'crescente do nome do controle, através da clausula Order By. Por fim, faço a seleção
        'do que quero que seja atribuído à variável qry.
        Dim qry As IEnumerable(Of Control) = _
            From buttons As Control In Me.Controls _
            Where TypeOf (buttons) Is Button _
            Order By buttons.Text _
            Select buttons
 
        'Neste ponto estou chamando a função Count, que passa a estar disponível em
        'objetos que implementam a interface IEnumerable
        Me.lblStatus.Text = String.Format("{0} botões encontrados", qry.Count)
 
        'Agora basta iterar sobre o resultado da consulta e exibir no ListBox
        Me.ltbLista.Items.Clear()
        For Each btn As Button In qry
            Me.ltbLista.Items.Add(btn.Text)
        Next

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Quick Dev: Connection Pooling

Como funciona um pool de conexões

Como funciona um pool de conexões. Fonte: http://download.oracle.com/docs/cd/B13789_01/appdev.101/a97269/pc_11thr.htm

Olá pessoal! 

Continuando a série Quick Dev, neste artigo vou falar um pouco sobre pooling de conexões em uma aplicação .NET. 

Para começar, a seguir temos uma definição simples de pool de conexões: trata-se de um cache de conexões de banco de dados, mantidas de forma que possam ser reutilizadas quando futuras requisições são necessárias. Em uma aplicação .NET onde sucessivamente abrimos conexões com a base de dados, realizamos as operações necessárias e por fim fechamos a conexão, o pool de conexões é extremamente importante, pois, poupa o tempo que seria necessário para a abertura de novas conexões a cada operação. 

O pool de conexões é dividido por processo, application domain e connection string. Ou seja, suas conexões serão reaproveitadas desde que sejam requisitadas por um mesmo processo, por um mesmo application domain (no .NET é possível criar diversos applications domains dentro de um mesmo processo) e por uma mesma string de conexão, sendo esta a mais importante. Se a sua aplicação utiliza conexão standard e varia o usuário de acordo com o usuário que a está utilizando, o pool de conexões será aproveitado apenas para aquele mesmo usuário, o que implica em ter um pool de conexão para cada usuário conectado. O mesmo vale para conexões windows integrated, pois, apesar da string de conexão ser a mesma, o usuário difere em cada conexão. O cenário que permite maior aproveitamento do pool é o de aplicações que utilizam conexão standard com usuário único. Note que cada abordagem possui implicações de segurança diferentes, não cabendo a este artigo o seu detalhamento. 

Conceituado o pool, vamos a algumas opções que temos para manipulá-lo via connection string (podem não ser aplicáveis a algumas bases de dados): 

  • ConnectionLifeTime: Tempo em segundos para que uma conexão permaneça ativa no pool;
  • MaxPoolSize: Número máximo de conexões presentes no pool;
  • MinPoolSize: Número mínimo de conexões presentes no pool. Esta configuração é interessante, pois, permite que você crie um determinado número de conexões ativas no pool na primeira abertura de conexão que sua aplicação realizar, de forma que outros usuários possam se beneficiar destas conexões no momento em que começarem a utilizarem a aplicação.
  • Pooling: Permite ativar ou desativar a utilização do pool. A boa notícia é que por padrão o valor desta configuração é true;

Além das opções via connection string, temos também alguns métodos que podem ser invocados através do objeto de conexão (SQLConnection, por exemplo), que são úteis quando se sabe que uma determinada conexão não será mais utilizada, e portanto, não precisa ser disponibilizada no pool: 

  • ClearAllPools: Limpa todos os pools de conexão para um provedor em específico;
  • ClearPool: Limpa o pool de conexão associado à conexão especificada;
  • ReleaseObjectPool: Indica que o objeto pode ser liberado do pool assim que a última conexão for finalizada;

E assim finalizamos mais um Quick Dev. Para mais informações a respeito deste assunto, consulte a documentação da Microsoft disponível em: http://msdn.microsoft.com/en-us/library/8xx3tyca.aspx 

Quick Dev: Formulários não-retangulares

Formulário não retangular em execução

Formulário não retangular em execução

Olá pessoal!

Este é o primeiro post de uma nova sessão denominada “Quick Dev”. O objetivo desta sessão é explorar rapidamente algumas abordagens de desenvolvimento simples, porém, úteis.   

Se você está se perguntando neste momento: porque estamos abordando questões de desenvolvimento em um blog de arquitetura? Eu recomendo ler o texto de John Davies (não errei na escrita, é Davies mesmo) no livro “97 Things Every Software Architect Should Know”, entitulado como “Architects Must Be Hands On”, onde ele brilhantemente afirma: “Without a good understanding of the full range of technology, an architect is little more than a project manager”.   

Sem mais explicações, vamos ao que interessa. Você sabia que é possível criar formulários não retangulares em uma aplicação windows forms? Pois é, você pode criar um formulário no formato que desejar. Veja a seguir como o código é simples e ao lado o resultado. Note que alterei a cor de fundo do formulário e que acrescentei um botão para fechar, uma vez que os controles padrão do formulário não aparecem neste formato.     

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Public Class NonRetangularForm
 
    Private Sub NonRetangularForm_Load(ByVal sender As Object, ByVal e As System.EventArgs) Handles Me.Load
        'Cria-se um objeto path
        Dim myPath As New System.Drawing.Drawing2D.GraphicsPath
        'Adiciona-se o formato desejado ao Path. Este formato pode ser um polígono,
        'formato de pizza, elipse, e diversos outros formatos interessantes.
        myPath.AddEllipse(0, 0, Me.Width, Me.Height)
        'Cria-se uma região com base no formato criado
        Dim myRegion As New Region(myPath)
        'Associa-se a região ao formulário, fazendo com que ele
        'assuma a região defina no objeto no seu carregamento.
        Me.Region = myRegion
    End Sub
 
    Private Sub btnFechar_Click(ByVal sender As System.Object, ByVal e As System.EventArgs) Handles brnFechar.Click
        Me.Close()
    End Sub
 
End Class